segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Documento da solidão





Vasculhe o incêndio dentro da gaveta
Não me estraçalhei o suficiente
Chorei-te como um escrito selvagem
Esqueci como morar dentro de mim

Deus me pede as mãos
E divido os pés mendigos
Atrapalhados em valsas alucinógenas
Nossos laços desmaiam as noites
Fragilidades encantam o escuro

Castigue meu açúcar
Antibiótico, prego, narcótico, gemido
Desenhos de liturgias bobas
Pulando nos farrapos adivinhados

Espalhe uma devastação
Parecida com o presente dos ossos
O porão das tuas entranhas
Não ungiu os ratos

Tudo se resume no tremor das mãos
Hipnotizadas em beijar o vento



3 comentários:

Voz de Eco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Voz de Eco disse...

Eba!
Já começou a devastar-me com seus versos!

Veras disse...

receitas para criar vidas alternativas...bebes prematuros e cruéis

 



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